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“Os conventos acolhiam nas suas Regras as filhas da nobreza e das famílias mais ricas que, além dos seus dotes de importantes rendas, traziam consigo hábitos de alimentação e receitas familiares que deram origem a requintadas preparações gastronómicas e a doçaria rica e por vezes complicada.
Guardados ciosamente os segredos das composições e dos métodos de preparação, as receitas eram propriedade do convento que as freiras se comprometiam a ocultar toda a vida.
Durante cerca de setecentos anos, este saber foi-se acumulando e evoluindo com novos ingredientes, mil e uma experiências e a longa prática das monjas que lhes dedicavam intermináveis horas de trabalho, paciência e devoção.
Ganhou renome na Europa a doçaria portuguesa, farta de açúcar e ovos. Os requintes da doçaria rica seriam seleccionados para as grandes personalidade e ocasiões de pompa e circunstância.
Algumas freiras começaram a tirar partido, muito em especial, das receitas da requintada doçaria pelas quais os seus conventos se tinham tornado famosos.
Graças ? investigação e “tradução” das notas manuscritas de muitos arquivos dos mosteiros, vieram saindo a publico as maravilhas dos doces conventuais.”
Citado do Roteiro Gastronómico de Portugal.
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